Vejo-te deitado a olhar por uma janela entreaberta... com um olhar que se tornou cinzento e vazio. Tão distante.
O azul que antes reluzia desapareceu, juntamente com as tuas memórias e sonhos, com a tua alegria e força.
O azul que antes reluzia desapareceu, juntamente com as tuas memórias e sonhos, com a tua alegria e força.
Não choras porque já não sabes porque fazê-lo... Nós tentamos não chorar. Sabemos que já te perdemos mesmo que permaneças aqui.
Passamos-te a mão pela cara mas o teu olhar continua longe e vazio... Sabes quem sou, esboças-me um leve soriso, e voltas para a tua janela.
Continuas a olhar... não para um “onde” mas sim para um “quando”. Procuras nas nuvens e nas árvores ondulantes résteas de um passado que não volta e de um presente que já não te pertence e que não compreendes.
Vejo-te deitado a fechar os olhos, derrotado por um cansaço que não te dá tréguas. Descansa. Procura nos sonhos as memórias que não encontras na janela.




1 comentários:
A vida é apenas uma passagem, sempre foi e sempre será... tas lá menina! gostei da tua forma de mandar o sentimento cá pra fora...
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