Dei um espirro no supermercado e senti-me mais observada do que um membro do Ku Kux Klan numa manifestação anti-racismo.A gripe anda aí, mas, até agora, o absurdo que rodeia a doença parece-me bem mais contagioso do que o próprio vírus.
Uma colega contou-me que lhe tinham entregue um desinfectante para as mãos, que a deveria acompanhar para a sala de aulas... Deverá lavar as mãos cada vez que cumprimenta um aluno, que abre uma porta, que toca num objecto? E se assim for, como abre a porta do WC depois de estar devidamente desinfectada? E os trabalhos de casa dos alunos também deverão ser limpos com um toalhete?
Criou-se um mini-pânico, mais lucrativo para os meios de comunicação do que útil para o cidadão comum...
Não me entendam mal... acho muito bem que informem sobre os riscos e que nos digam a melhor forma de prevenir. Mas, a menos que pretendamos isolar-nos numa espécie de quaretena voluntária, todos corremos risco de apanhar uma gripe ou uma infecção. E, por isso, prefiro relaxar e seguir a minha vida calmamente, tomando atenção a sinais de alarme e, aparentemente, correndo o risco de levar com um couve lombarda da próxima vez que for às compras e me sentir tentada a espirrar por causa do ar condicionado.




