Atchim!

Dei um espirro no supermercado e senti-me mais observada do que um membro do Ku Kux Klan numa manifestação anti-racismo.
A gripe anda aí, mas, até agora, o absurdo que rodeia a doença parece-me bem mais contagioso do que o próprio vírus.
Uma colega contou-me que lhe tinham entregue um desinfectante para as mãos, que a deveria acompanhar para a sala de aulas... Deverá lavar as mãos cada vez que cumprimenta um aluno, que abre uma porta, que toca num objecto? E se assim for, como abre a porta do WC depois de estar devidamente desinfectada? E os trabalhos de casa dos alunos também deverão ser limpos com um toalhete?
Criou-se um mini-pânico, mais lucrativo para os meios de comunicação do que útil para o cidadão comum...
Não me entendam mal... acho muito bem que informem sobre os riscos e que nos digam a melhor forma de prevenir. Mas, a menos que pretendamos isolar-nos numa espécie de quaretena voluntária, todos corremos risco de apanhar uma gripe ou uma infecção. E, por isso, prefiro relaxar e seguir a minha vida calmamente, tomando atenção a sinais de alarme e, aparentemente, correndo o risco de levar com um couve lombarda da próxima vez que for às compras e me sentir tentada a espirrar por causa do ar condicionado.

Inocência perdida...


"Uma juíza norte-americana ordenou hoje a prisão a um menino liberiano de 10 anos suspeito, com outros três, da violação, na cidade de Phoenix, de uma menina de 8 anos." (mais aqui)


Há notícias que nos deixam sem palavras e esta é, sem dúvida, uma delas...

Com 10 anos não deveria este "menino" estar na idade da inocência? Ele e os seus três amigos não deviam estar num parque a jogar à bola?
E a menina, que devia estar com as amiguinhas a brincar com bonecas, perdeu para sempre o seu sorriso e alegria de criança!

Intriga-me que com 10 anos já se tenha um desejo sexual tão grande que origine atrocidades como esta... Aliás, intriga-me que tenham desejo! OS meus 10 anos já lá vão, mas, sem bem me lembro, todo meu interesse pelo sexo oposto era somente uma troca de olhares fugidos e sorrisos escondidos... Andar de mão dada foi a minha aventura mais atrevida... Mas, aparentemente, os tempos eram outros! Melhores! Inocentes!

Dizem-me que estou a ficar velha e que se torna tarde para ter filhos... Mas se é este o mundo que os espera, antes nunca que tarde!

O início do caminho...


Hoje acordei e dei comigo na casa dos trinta... A bem dizer, ainda falta um pouco, mas à velocidade que cheguei até aqui, palpita-me que em menos de 4 ou 5 posts no blog, uma manicura e uma viagem pelas esburacadas estradas nacionais chego lá.


Acabei de fazer 27 e decidi juntar-me à comunidade bloguista para vos deixar alguns pedaços do meu percurso até aos 30...

Que número assustador!!!

Para os homens que não percebem do que falo, os 30 são para as mulheres uma espécie de prazo de validade... Quem não estiver (bem) casada e já à espera do primeiro rebento (na pior das hipóteses, porque já devia ser do segundo) torna-se a considerada “encalhada”. A que ficou para tia e a quem já ninguém pega...


Mas eu respondo a isso: e daí??
Fiz uma lista de coisas que quero completar até esse temível aniversário... e, curiosamente, não está na lista nenhum marido e muito menos um filho... Quero viajar, passar por aventuras, experimentar e viver. Serei eu uma espécie de mulher moderna, ou uma tonta de objectivos fúteis que não tem os pés assentes na terra???

Não sei e não me assusta não saber... Estou aqui para percorrer esse caminho e acompanhar-me-á quem assim o desejar!